sábado, 17 de dezembro de 2011

O "ontem" existiu mesmo!


Hoje acordei e pensei se o dia de ontem tinha existido mesmo, mas a falta de movimento nos braços dormentes e a dor em todos os músculos do meu corpo e o coração repleto de alegria responderam-me que sim, o “ontem” existiu mesmo. Aquela manhã competitiva e vencedora que juntou mais dois livros à minha estante e mais uma vitória à minha curta vitrina de troféus e inaugurou um dia de vitórias para a turma do meu coração, aquele almoço saboroso e cheio de histórias e piadas seguido do passeio pelo E. Leclerc. Aquela corrida desenfreada para o campo de batalha onde o espírito de equipa, a qualidade coletiva e a técnica do “menino-prodígio” humilharam aziados, arrogantes e companhia limitada juntando mais um vitória, por 7-1, à vitrina gigante de uma 11.1 mais unida e forte que nunca. Aquele roubo monumental e consequente afastamento do torneio que nos abalou mais fisicamente do que emocionalmente pois, como disse uma alma feliz durante o jantar, “o que fica é a equipa” e isso está guardado no mais seguro dos cofres da minha alma. E depois aquele jantar maravilhoso de “comida à séria” acompanhado de gargalhadas e da nostalgia própria do Natal celebrada ao lado de quem mais gosto. Aquela sessão fotográfica com “Os Maiores” bastante bem vestidos e apetitosos para mostrar ao mundo aquilo que a nova “Tripla da Gadelha no Ar” é capaz de fazer junta, seguida da troca de prendas igualmente fotografada pela fotógrafa de topo, que encheu a sala de alegria e de flashes, que trouxe brilho, sorrisos, abraços e beijinhos ao nosso Natal, que trouxe a melhor prenda de sempre “de Maior para Maior”, que trouxe até a mim a lembrança de como é bom ser criança e receber um brinquedo novo e que é, sem dúvida, aquele que mais felicidade nos poderia trazer. Obrigado João pelo carro que vai preencher as minhas férias e vai encher a minha casa de peões e curvas apertadas a grandes velocidades, obrigado 11.1 por tudo o que me dão e pelo brilho que dão à minha vida, obrigado Daniela pela saborosa prenda extra, obrigado Maiores por… … serem Os Maiores, obrigado Marta pelas fotos, pelo bolo, por toda a alegria com que enches o meu coração, obrigado Juliana pela beleza que me enche os olhos e pelo amor que faz de mim aquilo que sou: feliz! E obrigado Natal por me dares tudo o que até agora me deste. Obrigado.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Feliz Aniversário!


  Feliz aniversário. É o que as regras mandam dizer neste dia especial, mas porquê ficar por aqui? Por que não dizer tudo o que há para dizer nesta simples data? Por que não fazer deste dia o melhor dia de sempre? Afinal, tu mereces. Mereces mais que esta caixa guardadora de tesouros secretos que unem cada batimento dos nossos pequenos corações, mereces mais que esta flor com um destino traçado e uma beleza demasiado abaixo da dos teus olhos e do teu sorriso, mereces mais que estas simples palavras com que o meu amor pinta o teu aniversário, mereces mais que estes acordes básicos e esta voz desafinada que te ama. Mas dou-te tudo o que tenho e consigo dar, entrego-me com tudo o que te dou porque sou eu que estou em cada tesouro secreto que guardarás, a olhar para ti e a admirar o teu sorriso, sou eu que estou na beleza singela desta flor, a contemplar os teus olhos sinceros e fantásticos, sou eu em cada palavra que lês e sentes, a tocar os teus lábios sorrindo esperando a mesma resposta, sou eu em cada acorde e em cada nota desafinada que ouves, a ouvir os teus medos e os teus sucessos, sou eu em cada segundo da tua vida a encher-te o coração deste amor que me prende a ti e que, assim, me faz diariamente feliz. Parabéns meu amor, amo-te.

  P.s: sabes o que é mais engraçado? O texto fica muito melhor e ainda mais verdadeiro se o leres com os verbos no futuro. 

sábado, 19 de novembro de 2011

A Luz


   Cheguei a casa e atirei a mochila para a cadeira vazia do meu quarto, mergulhei na minha cama pensativo e liguei a música como um fumador acende um cigarro, pus os auscultadores nos ouvidos como quem tira um isqueiro do bolso e liguei a música. Coldplay. Enquanto a música tocava eu folheava as páginas brancas de um livro qualquer que ainda não acabei de ler. Até que parei, o livro fechou-se e só a música não respeitou a paragem marcada na pauta que seguíamos: “Us Against The World”, arrepiei-me quando o vocalista cantou este verso que dá título à música, como se imaginasse, por dentro, aquilo que eu vivo e sinto, como se ao cantar aquele verso entrasse dentro de mim, lesse a minha história, visse o meu presente e cantasse aquilo que eu sou, cantou cada palavra como se vivesse a minha vida e te tivesse a ti, como se, de alguma forma, ele fosse eu e tu fosses dele, como se a nossa história fosse vendida em disco e ilegalmente retirada da Internet. Fiquei parado até ao fim da música e nem prestei atenção à faixa seguinte do CD, esbocei um sorriso e pensei em ti, longe destas quatro paredes que encerram comigo folhas e pergaminhos apaixonados pela luz que guia cada pedaço do meu corpo, pela luz que ilumina cada batimento do meu coração, pela luz que me faz amar cada segundo desta vida luminosa a dois e só a dois. Não me mexi e deixei o computador a gritar sons musicais para a imensidão do meu espaço. Adormeci. Desse sono quase eterno não relembro os sonhos espetaculares com cenas mirabolantes e cenários perfeitos, desse sono lembro apenas uma luz, a luz do meu adormecer e do meu acordar, a luz do meu viver e do meu dormir, a luz do meu andar e do meu pensar, a luz do meu mundo e do meu coração, a luz que és tu e somos nós, a luz que amo e amarei até que não reste nada deste cosmos iluminado eternamente em expansão e sem fim anunciado ou possível, a luz que, comigo, lutará contra um mundo, e outro, e outro até que sejamos apenas nós, eu, tu, a luz e este mundo que é nosso e só nosso…

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Nem todos os dias são bons dias..." 2.0

  
   No meio de cada gesto de afeto dado ao som do uníssono bater de dois corações, ela pede-lhe que ele a ame para sempre, sempre. E ele, ingénua e verdadeiramente apaixonado, promete mais do que aquilo que pode dar, promete uma eternidade perfeita e uma perfeição eterna, promete ser o que ela quiser quando ela precisar, promete promete promete… E depois de a fazer sorrir ele pede-lhe que ela nunca o abandone, nunca. E ela, ingénua e verdadeiramente apaixonada, promete tudo o que mundo tem e imagina ter, promete ser tudo o que ele precisar quando ele quiser, promete promete promete… Promessas irreais que fazem dele o super-homem que ela idealizou, o príncipe encantado que lhe enche os sonhos, e que fazem dela a mulher-maravilha das BD’s interiores dele, a rainha do seu vasto e palpitante reino. Mas, no fundo, Eles sabem que a morte nunca perde e que ela leva sempre a melhor sobre o amor, Eles sabem que nem o grande Shakespeare conseguiu fazer o amor vencer a morte, eles sabem que, um dia, aquele mar de rosas colorido vai acabar, eles sabem que, um dia, nesse dia, o mundo perderá o amor de que se orgulha e a felicidade com que se glorifica, eles sabem que que, um dia, nesse dia, num lugar qualquer, as suas almas chorarão em simultâneo um fim nunca premeditado ou discutido, eles sabem mas não pensam. “Sabes que te amo?” pergunta ele com o mesmo sorriso de quem simplesmente pergunta as horas esperando estar ainda longe do fim do intervalo. “Sei. E também te amo!” é a resposta ensaiada por um coração que sabe tudo e não pensa em nada, e sorriem, oferecem um ao outro um sorriso forçado pela inocência de ser feliz, um sorriso sincero e belo como o amor que partilham. “Tens medo do fim?”, a preocupação notória na sua voz fê-la ter medo, fê-la perguntar: “que fim?”. A resposta envergonhada saiu-lhe da voz seguida de um silêncio perturbador e interminável: “o nosso fim.”. O mundo podia ter gritado nesse momento, tinha motivo, tinha força, tinha vontade mas nenhum dos dois ouviria esse esgar sonoro de dor, estavam perdidos numa corrente avassaladoramente rápida de pensamentos, de imagens, de momentos e de histórias. “Tenho, tenho muito medo”. Outro silêncio abismal foi quebrado por um abraço que disse tudo o que queriam dizer um ao outro: “amo-te”, “amo-te”.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Nem todos os dias são bons dias..."


No meio de cada gesto de afeto dado ao som do uníssono bater de dois corações, ela pede-lhe que ele a ame para sempre, sempre. E ele, ingénua e verdadeiramente apaixonado, promete mais do que aquilo que pode dar, promete uma eternidade perfeita e uma perfeição eterna, promete ser o que ela quiser quando ela precisar, promete promete promete… E depois de a fazer sorrir ele pede-lhe que ela nunca o abandone, nunca. E ela, ingénua e verdadeiramente apaixonada, promete tudo o que mundo tem e imagina ter, promete ser tudo o que ele precisar quando ele quiser, promete promete promete… Promessas irreais que fazem dele o super-homem que ela idealizou, o príncipe encantado que lhe enche os sonhos, e que fazem dela a mulher-maravilha das BD’s interiores dele, a rainha do seu vasto e palpitante reino. Mas, no fundo, Eles sabem que a morte nunca perde e que ela leva sempre a melhor sobre o amor, Eles sabem que nem o grande Shakespeare conseguiu fazer o amor vencer a morte, mas prometem, prometem sorrisos que embelezarão toda uma vida, prometem uma felicidade estonteantemente imortal, prometem ser eternos até ao fim e, na verdade, são eternamente felizes por serem aquilo que sempre serão, apaixonados.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(introduza aqui o seu título)


   7:30. O despertador lembrou-me que estava na hora de ser feliz. A voz inconfundível do José Cid nas suas “Favas com Chouriço” faz-me abrir muito os olhos e tomar um pequeno-almoço cantado ao som das notícias lidas numa televisão ligada por acaso. Ao lavar os dentes recordei: “é hoje” e sorri para o espelho, despenteado com aquela inocência de quem está genuinamente apaixonado. Ao sair à rua não encontrei passadeira vermelha que me guiasse até ti, que me aguardavas pacientemente nesse outro mundo onde tudo é belo e feliz por ser teu e meu e nosso. Mas vou, entro com um sorriso nesse mundo nosso e encontro-te, no ponto de encontro nunca combinado e onde tudo desaparece, onde as frases animadas das clássicas companhias são esquecidas e, aí, sou apenas eu e tu e ela, a felicidade, que é posta de lado quando sorris, quando falas, quando pensas, essa felicidade que é o plano de fundo numa cena eterna onde tu és protagonista premiada com tudo o que eu te sei dar e consigo oferecer, protagonista e criadora de uma história unicamente feliz que se chama amor e que eu guardo em cada músculo do meu corpo, ao teu lado, ao lado das nossas memórias e dos nossos planos. Hoje perco-me nas razões trigonométricas e no ADN da mesma maneira que, constantemente, me perco nas linhas que tu escreveste e escreves em mim com a caneta da tua perfeição, criando poemas sem versos e romances sem tempo nem espaço, porque em qualquer sítio, em qualquer altura, eu serei feliz, contigo. E como canta o José Cid no meu acordar: “vou ficar a vida inteira, a viver desta maneira, eu e tu, e tu e eu e tu, e eu e tu.”

domingo, 28 de agosto de 2011

"Hoje não!"


Hoje não. Não posso escrever, tenho os dedos cansados. Não quero, não insistas. Porquê? Porque falta-me inspiração. Sim, faltam-me aquelas palavras bonitas que formam frases engraçadas que dão origem a textos… Textos. Se não estou a pensar nela? Claro que estou a pensar nela! Mas não tenho o calor do seu abraço nem a paixão do seu beijo, não tenho o castanho apaixonante do seu cabelo que me dá sonhos e esperanças, nem os seus olhos perfeitos cheios de promessas eternas e sinceras. Sim, só isso. Falta-me tê-la e… tu sabes. (silêncio). Não, não mudei de ideias. Não te cansas? Escrever hoje não, a sério, não estou com cabeça nem com coração. Não, não estive com ela. Não, não falei com ela. Podemos ir dormir? Não, não é trocar as palavras sinceras que fazem parte de mim por uns “simples” lençóis, nem trocar-te a ti por uma “mera” almofada, nem mesmo trocar a felicidade de cada letra carregada de memórias por umas horas de sossego e calma, preciso mesmo de descansar. Amanhã eu tento, não insistas mais, amanhã eu tento. Amanhã, quando o toque da mão dela me encher a alma e acalmar o meu coração, eu escrevo, a sério. Não estou a desistir dela nem a desistir de ti. Compreende-me, por favor. … … … Sim, sinto a falta dela. Sinto falta de um sorriso perfeito e da voz sonhadora, sinto falta da alegria de um olhar e de… Tu sabes o resto, tu és o resto. É claro que gosto dela, e claro que gosto de escrevê-la, mas HOJE NÃO! … … … … … … … … Tudo bem, Amor, ganhaste, eu escrevo.